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A vida sexual das plantas

Autor: Regina Motta - Data: 11/09/2017
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O artigo "Seleção sexual em plantas" publicado pela ecóloga norte-americana Mary F. Willson, apontou evidências científicas de que tanto a competição entre machos quanto a escolha pelas fêmeas são importantes forças evolutivas também para as plantas, bem como a imensa diversidade de flores que decorre desses processos.


Flor de maracujá - hermafrodita

Segundo o texto, algumas plantas trocam de sexo durante a vida, outras se recusam a "fazer sexo" com indivíduos aparentados, e há ainda as que nunca fazem sexo. A evolução dessa grande diversidade reprodutiva deve-se a intensas disputas sexuais entre os indivíduos. Esses embates no mundo das plantas vêm sendo confirmados, mas por muito tempo foram desconhecidos - até mesmo por Charles Darwin, considerado um evolucionista (1809-1882) - ou contestados.


Mamão macho

Segundo as pesquisas, as plantas possuem uma imensa diversidade sexual, podendo, em alguns casos, reconhecerem claramente machos ou fêmeas, mas na maioria delas os indivíduos exercem tanto o papel feminino quanto o masculino. Em se tratando de sexo, as plantas são escandalosamente liberais. Muitas só fazem sexo consigo mesmas. Outras fazem sexo simultaneamente com vários vizinhos ou com parceiros casuais que vivem a centenas de quilômetros de distância


Mamão fêmea

Para que nas plantas (como nos animais) possa haver variabilidade genética, é imprescindível que haja fecundação cruzada, ou melhor, que haja o óvulo de uma planta sendo fecundado por um grão-de-pólen de outra planta. Esta variabilidade genética é imprescindível para que a recombinação de certas características aconteça


Flor masculina

De acordo com uma publicação da revista Ciência Hoje, que trata da semelhança entre a fecundação das plantas e a vida sexual humana, esses vegetais competem por oportunidades de acasalamento e "escolhem" seus parceiros sexuais, traçando até mesmo estratégias reprodutivas que evoluíram ao longo do tempo, gerando flores de cores, formas e cheiros variados.


Entre as plantas existe também a reprodução assexuada ou propagação vegetativa, ou seja, um processo onde há a formação de uma nova planta sem que haja "sexo".
O desequilíbrio ambiental que há hoje pode afetar a fecundação das plantas e, portanto, culminar na perda de algumas espécies, Outro efeito é o uso excessivo de inseticidas e outros insumos tóxicos pela atividade agroindustrial, levando à significativa perda de insetos na natureza que poderiam estar atuando como agentes polinizadores, portanto com função essencial para fecundação das plantas.



A preservação de espécies de animais polinizadores é importante não apenas para a biodiversidade do planeta, mas para garantir a oferta de alimentos para a população. Mais de três quartos das principais lavouras de alimentos no mundo dependem, em algum grau, dos serviços de polinização animal, seja para garantir o volume ou a qualidade da produção e cerca de 90% das plantas também dependem dessas espécies.


Abelha


beija-flor


borboleta


inseto

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