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As plantas também sabem se defender sozinhas!

Autor: Gláucia de Oliveira - Data: 02/06/2009
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Apesar das plantas não poderem correr diante da presença de um predador elas podem muito bem se proteger sem saírem do lugar! Seus mecanismos de defesa vão muito além dos espinhos e pelos. Elas produzem substâncias que podem manter seus predadores longe. E são capazes de limitar a ação de microrganismos causadores de doenças, ou até mesmo atrair outros seres que ajudam em sua defesa.

As substâncias utilizadas pelas plantas para se defenderem são as mesmas que extraímos para utilização em remédios, corantes, perfumes, inseticidas, repelentes, dentre uma diversidade de outras finalidades. Pois é! Estes compostos não existem para o nosso uso exclusivo, mas porque trouxeram benefícios para as plantas que os produzem. Muitas plantas cultivadas, por serem selecionadas artificialmente, perderam ou reduziram estas defesas naturais, o que pode torná-las mais suscetíveis a insetos e doenças. Pesquisas em espécies silvestres têm sido realizadas para utilização em melhoramentos genéticos, principalmente de culturas agrícolas, para aumentar a produção e qualidade dos alimentos.

As plantas sabem se defender sozinhas


Muitos vegetais fazem uso do cheiro para afastar os insetos indesejados. Aquele cheirinho da hortelã, limão, manjericão e sálvia, por exemplo, é uma mistura de substâncias químicas que formam os chamados óleos essenciais. Estes óleos, que dão os aromas característicos de determinadas espécies, funcionam como repelentes de insetos predadores.


hortelã de ribeira
By Frank Vincentz - Own work, CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=2286455

Além de produzirem repelente, algumas ainda atraem inimigos naturais de seus predadores para ajudar na sua defesa. É o que ocorre em espécies selvagens de algodão, milho e tabaco, onde a saliva da lagarta que se alimenta de suas folhas reage quimicamente com a planta. Através dessa reação, a planta libera no ar substâncias que são capazes de atrair insetos predadores e parasitas, que matam a lagarta, invertendo assim o ataque.

Outra estratégia identificada é a capacidade da planta isolar microrganismos causadores de doença. Quando expostas a bactéria Escherichia coli, as folhas da espécie do gênero Arabidopsis fecham os poros (estômatos) impedindo que a bactéria penetre no organismo da planta. Em algumas outras plantas, quando o microrganismo entra em uma célula, as outras ao redor morrem. Com isso, a planta consegue impedir o acesso do patógeno a células vizinhas, limitando a infecção.


Salvia
CC BY-SA 3.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=157218

Alguns vegetais utilizam substâncias tóxicas. No tronco de muitas árvores, por exemplo, estas substâncias em altas concentrações evitam a decomposição por fungos e bactérias. Ou ainda, em outras plantas, são capazes de reduzir o crescimento ou até mesmo matar muitos herbívoros, pelos danos causados durante a digestão. Dessa forma, agem como repelentes alimentares, fazendo com que mamíferos, como bovinos, veados e macacos, evitem plantas, ou parte delas, que apresentem altos níveis dessas substâncias. Em folhas e flores de espécies de Chrysanthemum, algumas substâncias específicas apresentam grande atividade como inseticida (inclusive utilizada em inseticidas comerciais). E em coníferas, como pinheiro e abeto, a mesma é encontrada nas folhas, ramos e troncos, sendo tóxico para um grande número de insetos.


limão
By Jean-Luc 2005 - Own work, Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=924694

Toxinas estão presentes também em algumas espécies das famílias Rosaceae, e em leguminosas e gramíneas, inibindo a alimentação de insetos e outros herbívoros, tais como lesmas e caracóis. O cheiro e gosto característico de vegetais como o repolho, brócolis e rabanetes (Brassicaceae e famílias relacionadas), funcionam como toxinas e repelente contra os herbívoros. No entanto, assim como em outras substâncias químicas, alguns herbívoros estão adaptados a se alimentar de plantas que possuem tais toxinas, como por exemplo, a borboleta-do-repolho, que ao contrário, sente-se estimulada para se alimentar e botar seus ovos.

Além de tudo isso, algumas plantas ainda conseguem reagir através de sinais químicos das outras, como se estivessem se comunicando. A espécie de trevo Trifolium repens, por exemplo, quando atacados por algumas lagartas liberam substâncias químicas no ar. Ao perceberem estas substâncias, os outros trevos fortalecem sua resistência através do aumento de substâncias químicas tóxicas, se tornando desagradáveis para as lagartas que já estão atacando os seus vizinhos.

Então agora você já sabe que apesar da aparência frágil e vulnerável as plantas possuem mecanismos eficientes para se defender. Seja por venenos, repelentes, pela atração dos inimigos de seus predadores, ou por outros mecanismos, o fato é que muitas delas conseguem se defender sozinhas! Matando os herbívoros ou pelo menos limitando a ação deles.


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