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Umburana de Cambão e a sobrevivência das abelhas

Autor: Regina Motta - Data: 08/05/2014
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As abelhas estão a desaparecer. Nos últimos anos, um pouco por todo o mundo, milhões de colmeias têm sido dizimadas. O cenário é apocalíptico para os insetos, mas também para a humanidade.



Como disse Albert Einstein: "Quando as abelhas desaparecerem da face da Terra, o homem tem apenas quatro anos de vida." Mas porque estão as abelhas a desaparecer? A causa é ainda desconhecida, o que os investigadores sabem é que há vários fatores que podem ter causado esta situação. Em vários países da Europa já existe uma preocupação extrema em relação a este problema. Cientistas alertam há vários anos que as abelhas estão em risco de extinção, e sem os insetos, que são os maiores polinizadores da Terra, o homem também fica ameaçado.



Aqui no Brasil, no Nordeste, apicultores querem o tombamento da umburana para a preservação da caatinga. As denominações são diversas: amburana, amburana-de-cheiro, cerejeira, cerejeira-rajada, cumaru-do-ceará, cumarú-das-caatingas, cumarú-de-cheiro, umburana, umburana-de-cheiro e imburana.
Da mesma forma que a distribuição espacial: sertão do Brasil, América do Sul (do Peru à Argentina), e especialmente no sudoeste da Floresta Amazônica. Por todo canto, porém, a ameaça de extinção.


Umburana

Neste vasto território, o potencial terapêutico e madeireiro expõem as plantas nativas a um extrativismo tão intensivo ao longo de vários anos, que uma das suas espécies, a Amburana cearensis, corre risco de ser extinta, de acordo com levantamento feito pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais - IUCN.


Tronco de umburana com enxame
http://meliponariomargemdolago.blogspot.com.br/

A umburana é especialmente procurada pelas abelhas que criam sua colmeia nos ocos da árvore, ela está cada vez mais rara de se encontrar no semiárido pernambucano devido à derrubada ilegal. Por conta do risco de desaparecimento da árvore, apicultores defendem o tombamento da espécie como patrimônio natural.


Enxame dentro de um tronco
http://meliponariomargemdolago.blogspot.com.br/

Os apicultores, com o apoio de pesquisadores e artesãos, acreditam que o tombamento pode inibir a derrubada da umburana-de-cambão.

"Quando se derruba a umburuna-de-cambão é quebrada uma das cadeias naturais importantes da caatinga", explica Alexandre Moura, presidente da Associação de Apicultores e e Melioponicultores (Apime).

A Embrapa estuda técnica para conter ameaça de extinção desta árvore. No Laboratório de Biotecnologia da Embrapa Semiárido, a pesquisadora Ana Valéria Vieira de Souza está engajada em uma estratégia de estudos para otimizar protocolos de produção de mudas da Amburana cearensis, conhecer as interações das plantas com o ambiente e conservar a diversidade genética da espécie. O passo seguinte será mapear os compostos químicos de valor medicinal, presentes nas sementes e cascas do caule a partir de plantas ocorrentes em diferentes localidades do sertão nordestino.
As pesquisas em andamento na Embrapa, num primeiro momento, procuram atender a urgente necessidade de conter a erosão genética dessa espécie devido à coleta extrativista e exploração inadequada. Contudo, elas deverão gerar, um conjunto de informações e tecnologias que dêem sustentação ao emprego da umburana em programas de fitoterapia, bem como atender demandas futuras por parte da indústria farmacêutica com interesse na produção de medicamentos a partir de espécies nativas.
Embora seu uso na medicina popular ainda não deva ser estimulado, o potencial medicinal da planta foi confirmado cientificamente por pesquisadores da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina. Os testes utilizaram um extrato com substâncias da amburana (Amburana cearensis) e obtiveram resultados promissores nas funções analgésica e antiinflamatória.
A previsão para a chegada do produto ao mercado ainda é de oito a dez anos, mas a população poderá ser beneficiada com informações mais seguras sobre o seu uso bem antes disso.

Fontes:http://www.cpatsa.embrapa.br/imprensa/noticias/umburana-ou-cumaru-embrapa-semiarido-estuda-tecnica-para-conter-ameaca-de-extincao

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