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Projeto de Lei para Paisagismo Ecológico - Portugal

Autor: Samuel D. F. Teixeira - Data: 29/03/2011
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Este Projeto para a regulamentação de Espaços Verdes Ecológicos foi pensado para Portugal, onde esperamos levá-lo à aprovação do governo. É muito importante que várias pessoas possam dar mais algum contributo em ideias e acrescentar pontos que sejam relevantes... Ainda que sejam também especificos, neste caso, para a situação brasileira. Espero que este trabalho seja um pontapé de saída para que haja uma legislação também no Brasil para este conceito de Paisagismo Ecológico... Já o pai do Paisagismo português o Prof. Francisco Caldeira Cabral falava que o Paisagismo deve ser um instrumento na Protecção da Natureza. Ainda hoje o seu díscipulo, o Arq, Ribeiro Telles, vincula a necessidade do Paisagismo estar integrado com o ecossistema.
Aguardamos as sugestões e contribuições dos Arquitectos Paisagistas brasileiros e de todos que se preocupam com a biodiversidade da Natureza.


Parque Nacional do Caparaó - Brasil

Princípios para a Certificação de Espaços Verdes Ecológicos

Consideração Geral

1. Consagrar os príncipios da responsabilidade e respeito do Homem pela Natureza e equílibrio do Planeta Terra.

2. Consagrar os Direitos do Homem, os direitos da Natureza, os direitos à vida de todos seres vivos na Terra.

3. Consagrar a responsabilidade ética, a responsabilidade social.

Príncipios Gerais
1. Paisagem
A paísagem envolvente é a parte importante da tomada de decisão na implantação de um espaço verde, respeitar todo o ecossistema dessa zona.

Conhecimento pelo clima dessa região, conhecer o ciclo da água, conhecer o solo.

Fazer o levantamento da flora e da fauna no ecossistema, respeitar a flora e a fauna em perigo de extinção e na tomada de decisão na implatação levar em consideração essa promoção.

Um espaço verde tem de ser a criação de um microecossistema integrado no ecossistema envolvente.

O clima = ecossistema é o elo de plantas, água, solo:

Promover o uso responsável e a conservação da água e de toda a vida nela existente, usar o tanto quanto possivel recursos renováveis nos sistemas de produção e transformação e evitar a poluição e o disperdício.

Utilizar materiais biodegradáveis, recicláveis e reciclados.

Promover a produção e distribuição locais e regionais.

Providênciar a todos os seres vivos envolvidos no espaço verde, uma qualidade de vida que satisfaça a suas necessidades básicas de vida.

2. Plantas

Todas as plantas têm um ciclo de vida que deve ser respeitado.

As plantas são a parte importante no paisagismo ecológico é com elas que se estabelece toda a harmonia no espaço verde.

Respeitar as necessidades fisiológicas das plantas, ou seja para que as plantas dêem o máximo de si ao Homem, respeitar as necessidades de sol ou de sombra, periodo de luz, de cada processo reprodutivo das plantas como ser vivente da Terra, as suas necessidades quanto ao solo; quanto á água; prover as suas necessidades durante o ciclo de vida quanto a nutrição que deve ser adicionado de forma coerente durante o ciclo vegetativo da planta.

No paisagismo ecológico para ser considerado como tal tem de ser constituido por plantas auctótones, nativas ou indigenas (como se querar usar a terminologia); no minimo por 25% do número total das espécies espécies herbáceas, arbustivas e arbóreas a introduzir na área verde a implantar, e ainda considerando que o seu número total represente no mínimo 50% de toda a área verde a implantar.

Ao respeitante ás espécies de plantas exóticas a introduzir na área verde não podem ter grande poder de dominância sobre as outras espécies, que não sejam consideradas invasoras, que tenham características que possam desiquilibrar o ecossistema envolvente.

As espécies exóticas a introduzir na área verde deve ainda ser considerada que não seja susceptivel de poder atrair pragas ou doenças extranacional que vá prejudicar as espécies nativas, ou até mesmo diretamente ou indiretamente no aspecto que possam ser pragas ou doenças que venham a prejudicar a agricultura.

As espécie exóticas deve ser considerados; o seu aspecto fisiológico em termos de necessidades hídricas com o tipo de solo, as necessidades de nutrientes, sendo que o seu aspecto fisiológico não vá influenciar os consumos exagerados de água, não seja necessário grandes adições de nutrientes no que se refere às aplicações azotadas em que vão prejudicar o meio ambiente.

As espécies exóticas não devem ser tóxicas, alérgicas para o Homem, e que ainda não tenham propriedades alixogénicas no Homem.

As espécies exóticas podem ter propriedades medicinais, culinária ou cosmética em que possam ser usadas em diversas formas ou fins úteis para o Homem ou mesmo que traga benefícios diversos para o ecossistema nativo.

Introduzir no espaço verde plantas medicinais, aromáticas ou outras plantas que ajudem no combate de pragas e doenças.

No paisagismo ecológico, introduzir plantas que abriguem fauna que combata insectos invasores nocivos.

Todas as plantas tem de ser tomado conhecimento na sua manutenção em termos de condução como as podas de forma que beneficie do clima, do solo, e da água que crie harmonia no espaço verde.

Quanto ao relvado a implantar na área verde, as mistura de espécies tem de estar com o ecossistema, com a relação ao consumo de água e ao tipo do solo, mas não pode ultrapassar 15% de área verde.

3. Solo
O solo deve ser respeitado como elemento importante no ecossistema, solo não é um elemento inerte que só serve para suporte das plantas.

O solo tem vida, e que ao implantar um espaço verde deve ser feito um levantamento em todos os aspectos morfologia, atividade biológica, estrutura, textura, influência do ciclo da água, influencia nos nutrientes para as plantas.

Assim como tomar decisões que possa melhorar todas as carateristicas do solo, mas que todos os melhoramentos a ser feito beneficem o solo e vida nele, e o ecossistema em geral.

Será usado para melhoramento do solo; substrato de origem animal ou vegetal; compostos de origem animal ou vegetal; adubos orgânicos ou organo-mineral com ou não certificação biológica, mas nunca de haver componentes nutritivos de minerais de sintese química ou de outra transformação sintética.

As movimentações do solo original devem ser mínimas para as deslocações da terra devem estar somente para ocupar espaços ou par o melhoramento do solo original.

As mobilizações do solo são de acordo com as normas para a Agricultura Biológica.

A partir de grandes dimensões de área verde fazer adubações verde, para melhoramento do solo em fertilidade e na sua estrutura, a adubação verde tem um efeito no controlo das infestantes.

Utilização de método e de técnicas que permitam a proteção do solo.

4. Água
A água um elemento de suma importância no Planeta e para o Homem.

A poupança da água tem de ser decisivo no projeto do espaço verde ou na manutenção de espaço verde.

Na construção de um novo espaço verde é instalado um sistema de recolha de água da chuva; este deve ser precunizado em detrimento do uso da água da rede, da água subterrânea.

A água de rede e água subterrâneas, devem ser usados em caso de motivos climáticos com longo períodos de indices de pluviometria muito baixos, mas o seu uso tem de ser criterioso.

Na manutenção de um espaço verde, para minimização do uso da rega, tem de ser aplicado polímeros de retenção da água no solo, que ajuda na diminuição na evapotranspiração.

A utilização do sistema de rega tem de estar de acordo com racionalização do uso da água.

5. Controlo de pragas e de doenças em plantas
A eliminação de pragas e doenças em plantas é impossivel.

Somente é impossivel criar condições para o seu controlo, em condições que não provoquem danos significativos nas plantas. Luta biológica (insetos predadores), Luta biotécnica (confusão sexual, armadilhas), Luta cultural, Luta química não de sintese.

No controlo de pragas e de doenças não é premitido o uso de produtos químicos, somente se forem homólogados para a Agricultura Biológica.

Na primeira decisão na implatação de um novo espaço verde tem de estar na primeira linha de conta é a criação de um microecossistema no ecossistema, logo tem de ser usado plantas que ajudem no ocntrolo de pragas ou doenças ( uso de introdução de plantas que abriguem insectos predadores de pragas).

Uso de plantas, e de árvores de fruto que atriam aves e animais que ajudem no controlo de pragas.

Uso de Luta biotécnica para limitar o ciclo reprodutivo dos insectos, assim controlar o nivel de ataque.

6. Controlo de infestantes
As infestantes, são plantas que podem ter propriedades medicinais, na culinária, ou propriedades insecticidas ou fungicidas; ou que também abriguem insectos predadores ou animais.
Há que então fazer um levantamento das infestantes que se encontram no local.
Para melhor escolher do método do controlo das infestantes há ter em conta a dimensão do espaço verde; se for uma área verde de pequenas dimensões; o melhor método é o de empalhamento, em que se cobre o solo com cascas de árvores trituradas, aparas de tronco, com palha, materiais de fibra de plantas, ou com plástico de longa duração e que seja reciclável.

Opta-se sempre pela monda manual, ou monda térmica.

Para as espécies infestantes díficil controlo, utiliza-se herbicidas de baixa toxicidade, e biodegradáveis, em que o período residual seja curto; e que que os microrganismos do solo consiguam degradar os elementos tóxicos.

Para áreas verdes de maior dimensão as plantas a introduzir tenham um compasso mais alargado deve-se optar pelo ervamento.

No momento da construção de um novo espaço verde, é feita uma solorização.

7. Materiais Inertes
Terras, areias, pedras, britas, e outros movimentações dos materiais.

A todo o momento deve-se respeitar, a morfologia e holografia do solo.

As movimentações dos inertes deve ser realizado de forma mínima , que não pertube o ecossistema, e que ainda por mais seja em zonas protegidas.

As movimentações devem respeitar as curvas de nivel, linhas de água, cursos de água, ribeiras, riachos, rios, cotas de areias, zonas inundáveis.

As movimentações devem-se realizar a melhorar o solo original, e a incorporação de materiais inertes devem ir também nesse sentido.

A utilização dos inertes não podem vir de areais, pedreiras ou levantamento de solos, de zonas protegidas, ou de zonas onde pertubam ecossistemas frágeis.

Todas as sugestões e críticas serão analisadas e bem vindas

ECOGLOBAL (Espaços Verdes eco, Gestão Florestal, Apoio á Agricultura de Recreio,
Consultadoria & Design)
Samuel DF Teixeira
2510 - 738 Óbidos (Oeste)
8600 - 231 Lagos (Algarve)
918 652 223
ecoglobal.st@gmail.com

Parceria com: Germisem sementes, Lda - WWW.germisem.com


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