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Principais espécies de Bromélias - 2

Autor: Rômulo Cavalcanti Braga - Data: 22/04/2014
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Continuando o nosso estudo sobre Principais espécies de Bromélias, vamos ver mais algumas espécies:

Ananás


Ananas nanus www.davesgarden.com

Apenas algumas poucas espécies pertencem a este gênero, mas o representante mais conhecido é o Abacaxi. A maioria das espécies de Ananás são volumosos e estão equipados com espinhos fortes nas bordas de sua folhas rígidas. Eles necessitam de luz intensa e sol direto. O Ananás Nanus é perfeito para decoração e composição de arranjos centrais de plantas de interior.

Billbergia


Billbergia

Considerada por muitos Paisagistas e Colecionadores com as Rainhas do reino das Bromélias, produzem flores externas de intenso colorido e nuances maravilhosas. Esta categoria tem nome em homenagem ao botânico sueco Gustavo João Billberg.
Sua distribuição na natureza vai desde o sul do México até a Argentina, onde são encontradas em sua maioria como epífitas. Crescem em grandes grupos sobre os galhos de arvores vivas ou troncos caídos, em locais abertos, perto da orla das florestas, onde conseguem receber luz mais intensa. A maioria das espécies forma tubos cilíndricos, verticais e rígidos.
Suas folhas são resistentes, tendo nas bordas fortes espinhos, sempre com faixas de cor cinza prata e, em alguns casos, também manchadas ou salpicadas de vermelho e branco. As espigas florais são surpreendentes, em tons de azul, verde ou amarelo, ofuscadas por grandes ramos de brácteas rosa - choque ou vermelhas. Suas flores têm vida curta, durando apenas uma ou duas semanas. Quase todas as espécies possuem um período definido de floração, sendo que a maioria desabrocha na primavera. Quase sem exceções, as Billbergias se dão muito bem em vasos dentro de casa, desde que em locais bem iluminados.

Canistrum


Canistrum www.Forums.gardenweb.com

Neste gênero temos dez espécimes, quase todos endêmicos no Brasil. O nome deriva do Latim: Canistrum = pequeno. As numerosas flores brancas ou amarelas são cercadas, como uma cesta de brácteas, vermelhas ou rosas, por vezes esverdeadas. Todas as espécies são adequadas para o cultivo, embora algumas sejam muito grandes. Necessitam de grande luminosidade sem incidência de sol direto.

Cryptanthus


Cryptanthus www.fcbs.org

Este gênero inclui trinta e duas espécies pequenas, sete belas variedades botânicas e muitos híbridos. Cryptanthus vem do grego. Cryptos = Oculto e Anthos = Flor. Refere-se a forma da inflorescência composta que aparece muito resumida e geralmente aninhada.
O apelo desse gênero consiste nas belas formas de rosetas de cores brilhantes. É constituída por muitas folhas finamente dentadas, geralmente com a borda ondulada e rígida que se assemelha a um artefato plástico. As espécies são distribuídas sobre o substrato e lembram muito o formato de estrelas, por isso são também conhecidas pelo nome vulgar de "Estrelas da Terra", Todas são de pequeno porte, suas mudas ou filhotes nascem a partir da base ou nas axilas das folhas, dos quais, em seguida saem as raízes. Esta variedade gostam de substrato úmido e sombreado, com algumas exceções para as áreas expostas ao sol. Possuem um design colorido, as Estrelas da Terra são exóticas e belas são ótimas para decoração e requerem pouco espaço.

Dyckia


Dyckia forsteriana - www.finegardening.com

Dyckia é um gênero da botânico da família Bromeliaceae, subfamília Pitcairmioideae. As Dyckias possuem folhas duras e espinhosas, são saxícolas (vivem em torno de pedras) e terrestres (crescem no solo árido) com incidência solar direta e têm uma tendência natural a aglutinarem-se formando espessas esteiras de grande porte. A subfamília Pitcairmioideae é composta por vários exemplares terrestres da família Bromeliaceae, com gêneros cultivados tais como: Dyckia, Hechtia, Pitcairnia e Puya.

Este ramo é considerado a linhagem mais antiga das Bromélias, que são endêmicos em regiões áridas e de altitude do Brasil e da parte central da América do Sul. A maioria das cerca de cento e vinte diferentes espécies de Dyckia são nativas do Brasil central, com alguns exemplares sendo encontrados no Uruguai, Paraguai, Argentina e Bolívia.
A maioria dos exemplares crescem entre as rochas quentes em áreas ensolaradas variando de altitude de até dois mil metros do nível do mar. O gênero foi introduzido na Europa durante o século XIX, e foi nomeado em homenagem ao botânico da Prússia, artista botânico e horticultor, o príncipe e Conde de Salm Dyck Reifferscheid (1773 / 1861), que inicialmente as classificou como suculentas.
Embora as Dyckias não possuam tecidos de armazenamento interno de água, como as suculentas, na verdade elas são xerográficas e sobrevivem a longos períodos sem água em estado de dormência. Suas rosetas de folhas grossas acabam murchando, mas a recuperação é rápida quando recebe algumas gotas de água. Por serem muito resistentes e rústicas elas suportam bem a negligência do que qualquer outra planta cultivada rapidamente se multiplicam. Sua única exigência é um pouco de água e muito sol. Na primavera começam a surgir finas hastes que emergem ao lado da planta variando o tamanho, que vai de aproximadamente de dez centímetros de uma espécie pequena como a Dyckia Choristaminea a mais de dois metros para a Dyckia Marítima. Embora não possuam flores grandes, elas variam na cor vermelha, amarela e laranja, o que as tornam bastante atrativas para abelhas, vespas e beija-flores.

Guzmania


Guzmania www.botanistii.ro


Guzmania conifera

O nome Guzmania, foi dado por Ruiz e Pavon em 1802, em homenagem ao naturalista espanhol Anastácio Guzman. A maioria é endêmica do oeste da América do Sul, das áreas de florestas tropicais dos Andes, da Colômbia ao Equador. No entanto, seu alcance se estende a partir da Flórida, México, América Central, com exemplares na Costa Rica e Panamá, deslocando-se para o oeste do Brasil.
Elas são freqüentemente encontradas em árvores e arbustos (epífitas), e raramente por via terrestre em áreas sombreadas e preferem a floresta úmida tropical quente. Muitas espécies crescem em colônias, estes grupos representam o florescer de uma bela decoração natural. Das cento e oitenta espécies conhecidas até a presente data, muito poucos estão disponíveis comercialmente. Nos últimos anos, as variedades de forma e cor do gênero despertou o interesse para o paisagismo e decoração de ambientes e incentiva os cruzamentos para criação de novos híbridos, bonitos e de linhagens selecionadas que são comercializadas em todo mundo.
No Brasil, Estados Unidos, Bélgica e Holanda vários Bromeliários com avançada tecnologia de ponta se especializaram no segmento. As varias formas das inflorescências são surpreendentes e podem ser em forma de túnel cilíndrico, esférico ou mesmo como uma pequena cesta. As brácteas coloridas, podem ser amarelas, laranja forte, que vão variando em diferentes tons como o branco, vermelho, roxo, violeta, verde etc.
Elas mantêm as hastes florais por varias semanas e vão abrindo sua flores gradualmente durante este período. De uma forma geral, os cuidados necessários as Guzmanias se baseiam na iluminação clara sem nunca expô-las à luz solar direta. Podem ser cultivadas nos jardins a meia-sombra. Ao serem colocadas em vasos, deve-se observar para que as rosetas sejam mantidas cheias dágua.

Hohenbergia


Hoenbergia www.fcbs.org

Esta variedade é muito similar ao gênero Aechmea. A maioria das espécies têm rosetas grandes e grandes tanques. Quanto maior o funil, pode armazenar grandes quantidades de águas pluviais. O gênero inclui mais de quarenta espécies, das quais cerca da metade da subfamília das Hoenbergia são endêmicas no Brasil, Venezuela e as Antilhas e a outra metade da subfamília Wittmackiopsis são endêmicas na Jamaica, Porto Rico e Cuba. As variedades grandes são as mais procuradas para comporem paisagismo de jardins em climas subtropicais, porque após a aclimatação toleram a exposição direta ao sol.

Neoregélia





É um gênero de bromélia de folhas largas, achatadas e rígidas com a formação do tanque central onde ocorre também a floração. As cores mais freqüentes são verde, vermelho e rosa, podendo apresentar as três cores juntas. A cor mais forte na parte central da roseta que a planta começa a apresentar ocorre logo antes da floração e permanece após seu término. Este gênero tem plantas epífitas e rupícolas - estas crescendo em fendas nas rochas e se desenvolvem bem em meio bem iluminado, com sol pela manhã e no fim da tarde. As Neoregélias são muito rústicas e ótimas para comporem Arranjos e Paisagismo de uma forma geral, pois se adaptam facilmente a qualquer tipo de ambiente, muito embora as Matrizes sofram um pouco no começo, as suas mudas estarão completamente adaptadas ao Sol direto, ocorrendo uma pequena alteração na pigmentação das cores de suas rosetas. Seu cultivo em jardins é bem sucedido, apesar de que o sol forte do princípio da tarde costumar queimar suas folhas. Nesta família há extremos interessantes, pois tem espécies com uma circunferência de um metro de diâmetro (Neoregélia Johannis) e outros exemplares diminutos com o tanque central do tamanho de um dedal (Neoregélia Lilliputiana).

Se você gostou, aguarde o próximo capítulo!

Rômulo Cavalcanti Braga é especialista em Tillandsias e um grande produtor.
Contato: romulocbraga@uol.com.br
Ouro verde - boiatche bromeliario

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