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Os jardins ingleses

Autor: Regina Motta - Data: 04/01/2014
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Jardins são obras artificiais, mais uma tentativa de domar a natureza que copiá-la. Mas dispor as plantas em linhas ou desenhos, em meioa estátuas e outros adornos, exige senso de ordem. Os padrões mudam para acompanhar a moda e a vinda de novas espécies de plantas.


Queen Eleanor Gardens

Os Jardins Medievais em geral, tinham herbários e vinhedos. Uma boa reconstrução é o Queen Eleanor s Garden de Winchester.




Tudor House Garden

Na Era Tudor, jardins eram cercados e muitos tinham labirintos. O Tudor House Garden de Southampton incluia colmeias.
No século 16 a moda os era jardins desenhados como o de Pitmedden na Escócia. Os canteiros formavam figuras ou cercas vivas preenchidas com flores ou ervas.




Garden Blenheim

A elaboração dos jardins cresceu no Século 17. A incorporação da água, como no jardim de Blenheim somou-se ao uso de plantas exóticas.
Os canteiros elaborados eram resença obrigatória nos nobres jardins do século 17, época em que esta moda tomou conta da Europa. O privy garden da Hampton Court Palace foi recuperado em 1995.


Hampton Garden

Os jardins vitorianos com amplo uso de cores, foram uma reação às paisagens de de Capabillity Brown. Há um bom exemplo em Alton Towers.


Alton Towers foto:Matt Cornock

Os estilos de paisagismo na Grã Bretanha acompanharam as evoluções arquitetônicas e outras formas criativas. Os jardins desenhados da era elisabetana tornaram-se mais elaborados e clássicos na era jacobita quando a variedade de plantas aumentou.
O século 18 priorizou um estilo "natural", com lagos e bosques, que se firmou como o "jardim inglês" por excelência.
Os templos clássicos constituiam um item muito importante e apreciado nos jardins do século 18. Alguns eram representações exatas das construções gregas.


Stowe


Stourhead

Exemplo do estilo deste século são os jardins de Stowe e de Stourhead que buscaram inspiração na Roma e Grécia antigas. Pequenos grup-os de árvores garantiam a serenidade da paisagem. Árvores mais usadas: Bordo, Cedro do Líbano, Teixo, Rododendro. Uso de grutas artificiais, passeios sinuosos, ponte paladiana, mais decorativa do que útil.

As cercas vivas, repletas de plantas vistosas, são os destaques dos jardins de verão. Gertrude Jekyll (1843 - 1932) dona de talento para a combinação de cores, foi a maior criadora de canteiros.


Jardim de Gertrude Jekyll

No século seguinte predominou a disputa entre os dois padrões. Influências de ambos resultaram nas ecléticas criações do século 20, período em que se popularizaram os jardins de estilos variados.

Capabillity Brown (1715 - 83) foi o paisagista mais importante da Grã Bretanha. Defendeu o abandono das formas clássicas em favor de paisagens bucólicas.


Hidcote Manor

No século 20, os jardins passaram a incorporar estilos históricos e modernos como os da Hidcote Manor de Gloucestershire.

Jardins não são apenas uma reunião de plantas, muito de seu charme depende da criatividade de quem o cria. Plantas podadas com arquitetura trabalhada, desenhos incríveis, esculturas caprichadas e labirintos ajudam a criar uma atmosfera de aventura ou puro escapismo.
Os belos jardins do oeste inglês são exemplos da rica imaginação de seus criadores.


Glendurgan

Os labirintos surgiram nos mosteiros medievais como exercício de paciência e persistência. (Glendurgan)
Fontes e estátuas enfeitam os jardins desde a éoca dos romanos. Detalhes muitas vezes impressionantes dão um toque de poesia e beleza aos jardins clássicos como Mount Edgecumbe.

Muitas construções de jardins se associam à fantasia. Enquanto as casas preenchiamas necessidades do cotidiano, o projeto de pequenas construções nos jardins dava espaço para a criatividade.


Montacute House

A topiaria foi desenvolvida desde os gregos.


Levens Hall

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