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Rosas, populares e tradicionais em paisagismo

Autor: Liane Martins - MC3 Paisagismo - Data: 06/07/2012
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Por falar em rosas, são as flores mundialmente mais populares, com mais de 100 espécies e incontáveis variedades, tipos, cores e aromas, inclusive advindas de modificações através de cruzamentos entre espécies. A variedade é enorme e diferem no porte: rasteiras, trepadeiras, arbustivas, silvestres, miniaturas, sempre-florida, entre outras.


Podem ser plantadas em vasos ou diretamente no solo em local ensolarado, para que floresçam o ano inteiro precisam receber a luz solar direta por no mínimo 6 horas diárias. Necessário também que o local seja arejado principalmente em regiões de incidência de chuvas constantes, evitando-se dessa forma o surgimento de fungos e outras doenças decorrentes da excessiva umidade.

As roseiras gostam de solos mais argilosos e ricos em húmus (substrato rico em matéria orgânica e minhocas), mas desenvolvem-se bem em qualquer tipo de solo, sendo necessário que fiquemos atentos a uma boa drenagem.
Nos mercados de plantas encontramos as mudas envasadas em saquinhos plásticos que podem ser plantadas praticamente durante todo o ano, preferencialmente nos meses de temperatura mais amena - final do outono e início da primavera, evitando-se o verão pleno.

Logo após o plantio as regas devem ser diárias e moderadas, evitando-se o encharcamento da terra e o excesso de umidade. Após a primeira floração a rega pode ser efetuada de 2 a 3 vezes na semana nas épocas de maior estiagem, suspendendo-a nos períodos de chuvas constantes, O importante é ter bom senso, o que vale para todas as plantas: verifique com o dedo a umidade presente na terra para constatar a necessidade hídrica da planta, molhe pela manhã e evite gotículas nos botões. Utilizar uma forração (lascas de madeira, palha, grama cortada, etc.) na base da planta também ajuda o solo a manter a umidade.
As podas nas roseiras são indispensáveis pois aumentam a floração com o surgimento de novos brotos e devem ser efetuadas após um ano do plantio, anualmente nos meses de frio do inverno (julho a agosto) quando a planta entra em dormência. Deve-se utilizar ferramentas limpas e afiadas (tesoura de poda), preparando a roseira para a poda com a limpeza de galhos secos e mal formados, fazendo o corte diagonalmente cerca de 1 cm abaixo do botão, observando o tipo apropriado de poda para a espécie:

Poda parcial: para espécies que produzem hastes longas de até 4 m, poda-se na medida de 1/3 de seu comprimento;

Poda alta: para espécies arbustivas e de cerca - viva, poda-se até 1m do ponto de enxerto, dê conformação à planta na proporção da altura dos ramos e considerando o local onde está plantada para que se mantenha o visual adequado;

Poda baixa: indicada para as espécies rasteiras, mini-rosas, hidridas-de-chá, biscuit e sempre-floridas, e eventualmente nas espécies trepadeiras e arbustivas para revigorá-las, com o corte de até 30cm do ponto de enxerto.

As principais pragas que atacam as roseiras são os insetos e fungos, observe diariamente as roseiras para identificar prováveis pragas, agir preventivamente reduz os ataques às plantas.
A nutrição adequada é fundamental para evitar doenças e pragas e a fertilização orgânica periódica fornece os nutrientes adequados para o desenvolvimento saudável, e é claro que os métodos naturais preventivos de combate às pragas prevalecem sobre os químicos, de qualquer forma o ideal é procurar ajuda técnica especializada antes de fazer uso de defensivos.
Os ácaros são os que mais produzem danos às rosas, localizam-se em colônias na parte inferior da folha e podem ser combatidos com enxofre solúvel encontrado nas casas especializadas.
Pulgões que produzem uma secreção adocicada que atraem as formigas cortadeiras que também danificam a planta, podem ser combatidos com a calda de fumo, já para as formigas pode-se utilizar iscas formicidas. Para os fungos o combate é com fungicida encontrado também nas lojas especializadas, lembrando que qualquer produto químico deve ser indicado por profissional técnico especializado e seguir as recomendações indicadas pelo fabricante.

As rosas, além de serem extremamente ornamentais, decorativas e as mais utilizadas em arranjos florais, são também as flores que mais agradam as noivas com a composição de exóticos buquês. Para durabilidade maior do buquê ou arranjo floral, corte em diagonal as extremidades dos caules e coloque-os em recipiente com água gelada em local arejado e sem exposição direta ao sol. Para evitar que as pétalas caiam com rapidez, acrescente um pouquinho de açúcar à água, em lojas de artigos para floristas é possível adquirir um conservante de flores na quantidade apropriada para serem diluídos na água dos vasos. Para a noiva que deseja guardar o buquê como lembrança, são vários os profissionais especializados na desidratação da flor com técnicas aprimoradas de preservação.
Popular, tradicional e de incontestável beleza, a rosa atravessa incólume os modismos com presença constante no nosso cotidiano, prazerosa aos nossos sentidos, deleite de suas cores, texturas e aromas maravilhosos.

Liane Martins
Arquiteta e Paisagista
MC3 Arquitetura e Paisagismo
www.mc3paisagismo.com.br

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Comentários

11/07/2012 22:42:13

Oi Pedro, tudo bem? Agradeço sua presença, a roseira trepadeira como a Rosa wichuraiana pode ser cultivada apoiada em muros, paredes, cercas, pórticos ou pilares, prefere climas amenos como os de altitude do sul do País.
A Rosa x grandiflora é a principal e mais antiga fornecedora de flores de corte, lindas não é mesmo! Beijo e obrigada pela presença e comentários.

11/07/2012 22:33:26

Oi Mário, muito pertinente sua observação sobre a análise do solo que não inclui no artigo mas que é realmente fundamental para o plantio e desenvolvimento efetivo, não somente das roseiras, mas para todas as plantas. Um beijo e obrigada!

10/07/2012 22:42:17

Gostei do aritigo que foi publicado numa maneira sucinta e descritiva sobre o cultivo de roseira. Acho importante fazer análise de solo, diagnóstico que verifica a quantidade de nutrientes que poderá ser potencializado pela utilização do calcário corregindo o pH por um perído de 60 a 90 dias antes da implantação da cultura(roseira) contribuindo na escolha da formulação do adubo mais adequado a exigência da planta. O calcário não só corrige acidez com elevação do pH do solo como também atua na decomposição da matéria orgânica, permitindo principalmente a disponibilidade do nitrogênio que mais contribui para o desenvolvimento da planta e fornecendo cálcio e magnésio. Obrigado

10/07/2012 19:10:37

Adorei a materia.Nao sabia que existiam tantas espécies! Aproveito para perguntar qual a espécie mais apropriada para para se fazer uma cerca (Como a da segunda foto?) Tambem gostaria de saber qual a espécie dessa vermelha maravilhosa da ultima foto? Valew!


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