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Plantas ornamentais: Cactos, lindas flores, muitos espinhos! com video

Autor: Rômulo Cavalcanti Braga - Data: 10/11/2010
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Capítulo 1

Cactaceae é a familia botânica representada pelos cactos, são aproximadamente oitenta e quatro gêneros e mil e quatrocentas espécies nativas das Américas. Só no Brasil, são trezentos e sessenta e cinco tipos.



• Nome Científico: Cactaceae
• Nome Popular: Cactus, Cactos
• Família: Cactaceae
• Divisão: Angiospermae
• Classe: Magnoliopsida
• Ordem: Caryophyllales
• Origem: Américas
• Ciclo de Vida: Perene

São frequentemente usados como plantas ornamentais, mas alguns também na agricultura. São plantas pouco usuais, adaptadas a ambientes extremamente quentes ou áridos, apresentando ampla variação anatômica e capacidade fisiológica de conservar água. Apresentam uma modificação caulinar chamada de Cladódio. Seus caules expandiram-se em estruturas suculentas verdes perenes contendo a clorofila necessária para vida e crescimento, enquanto suas folhas transformaram-se nos espinhos pelos quais os cactos são bem conhecidos. Algumas espécies confundem-se com a família Euphorbiaceae.

Os cactos existem em ampla variação de formatos e tamanhos. O mais alto é o Pachycereus Pringlei, cuja altura máxima registrada foi dezenove metros e vinte centímetros, e o menor é Blossfeldia Liliputiana, com apenas cerca de um centímetro de diâmetro.

As flores dos cactos são grandes, como os espinhos e ramos, brotam das areolas. Muitas espécies apresentam floração noturna já que são polinizadas por insetos ou pequenos animais noturnos, principalmente mariposas e morcegos. Os cactos variam de baixos e globulares a altos e colunares.



Etimologia – A palavra cactus vem do grego "?a?t??" kaktos, foi usada há cerca de 300 anos A.C pelo grego Teofrastus. Em seu trabalho chamado Historia Plantarum , ele associa o nome cacto à plantas com fortes espinhos. Embora os cactos possam ter formas diversas, ainda hoje associamos a idéia de que são plantas com muitos espinhos. Foi escolhida como nome genérico Cactus, por Linnaeus em 1753, hoje rejeitado em favor de Mammillaria.
Descrição – Os cactos são plantas espinhentas que crescem tanto como árvores, arbustos ou forrações. A maioria diretamente sobre o solo, mas há grande quantidade de espécies epífitas. Praticamente todos cactos contém uma seiva amarga, algumas vezes leitosa, em seu interior.

Folhas – Em muitas espécies, excetuadas as pertencentes da subfamília Pereskioideae, as folhas são grandemente ou inteiramente reduzidas, modificadas em espinhos, reunidos em um ponto saliente ou dep rimido, que constitui a aréola, de onde se originam ramos, folhas, flores, etc.

Flores – As flores, em regra radialmente simétricas e hermafroditas, solitárias ou em inflorescências multifloras, são grandes e abrem tanto durante o dia como à n oite, dependendo da espécie. Seu formato varia de tubular, campanulada ou plana, medindo de dois milímetros a trinta centímetros. A maioria apresenta sépalas numerosas, de cinco a cinquenta, com formas variáveis do exterior para o interior da flor, mudando de brácteas para pétalas. Androceu formado de numerosos estames, chegando até a mil e quinhentos, com anteras muito pequenas. Gineceu de ovário ínfero, unicolar, formado de vários carpelos com numerosos óvulos, em geral com placenta carnosa.

Frutos – Tipo baga ou cápsula carnosa com até três mil semente s de testa membranácea ou óssea que medem entre 0,4 e 12 milímetros de comprimento.

Ciclo de Vida – A expectativa de vida de um cacto raramente é superior a trezentos anos, e há cactos que vivem somente vinte e cinco anos, os quais já florescem com dois anos. O Saguaro (Carmegiea Gigantea), cresce até a altura de até quinze metros, sendo que o recorde é de dezesete metros e sessenta e sete centímetros, mas em seus dez primeiros anos cresce somente dez centímetros. O Echinocactus Grusonii, das Ilhas Canárias, alcança a altura de dois metros e me io e diâmetro de um metro, e já é capaz de florescer com seis anos.

Origem / Distribuição – Os cactos são originários quase exclusivamente do mundo novo. Isto significa que são nativas somente das Américas e Caribe. Há entretanto uma exceção, a Rhipsalis Baccifera, esta espécie ocorre também na África tropical, Madagascar e Sri Lanka além da América tropical.
Esta planta é considerada um colono relativamente recente no velho mundo, apenas há poucos milhares de anos, provavelmente carregada como sementes no trato digestivo de pássaros migratórios. Muitos outros cactos tornaram-se naturalizados em ambientes apropriados em partes do mundo após sua introdução pelo homem. O vale de Tehuacán, no México, tem uma das ocorrências de cactos mais ricas no mundo.

Acredita-se que os cactos devem ter evoluído nos últimos trinta a quarenta milhões de anos. Há muito tempo, as Americas estiveram unidas aos outros continentes, mas separaram-se devido ao movimendo das placas tectônicas. A espécie original do novo mundo deve ter-se desenvolvido após a separação dos continentes. Distância significativa entre os continentes somente ocorreu em torno dos últimos cinquenta milhões de anos. Isto pode explicar porque os cactos são tão raros na África.

Quando os cactos evoluíram os continentes já se tinham separado. Muitas suculentas dos velho e novo mundos apresentam uma semelhança impressionante com os cactos e são frequentemente referidos como "cactos" pela população. Isto é, entretanto, devido à evolução paralela; nenhuma delas é proximamente relacionada às Cactaceae.
O gênero Opuntia, popularmente conhecido no Brasil como Figo da Índia ou Palma Brava foi introduzido na Austrália no século desenove para ser utilizada como cerca-viva e hospedeira de cochonilhas para produção de corantes, mas rapidamente espalhou-se pela natureza. Esta espécie invasiva não é comestível pelos herbívoros locais e tornou improdutivos quarenta mil km² de terras agriculturáveis.

Aguarde os próximos capítulos!

Rômulo Cavalcanti Braga é paisagista em Brasília
Comercializa sementes de plantas importadas.
Contato: romulocbraga@uol.com

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