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Paisagismo: Orquídeas O Eldorado da Amazônia

Autor: Rômulo Cavalcanti Braga - Data: 11/02/2011
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O Eldorado ou El Dorado é uma antiga lenda narrada pelos indios aos espanhois na época da colonização das Américas. Falava de uma cidade cujas construções seriam todas feitas de ouro maciço e cujos tesouros existiriam em quantidades inimagináveis.
Acreditou-se que o Eldorado fosse em várias regiões do Novo Mundo: uns diziam estar onde atualmente é o Deserto de Sonora no México. Outros acreditavam ser na região das nascentes do Rio Amazonas, ou ainda em algum ponto da América Central ou do Planalto das Guianas, região entre a Venezuela, a Guiana e o Brasil.

Não obstante os dicionários de língua portuguesa definirem o empreendedorismo como a ação de quem se aventura à realização de coisas fora do comum, arrojadas, laboriosas e difíceis. Ao pé da letra, o empreendedorismo também pode ser comparado à matéria-prima que transforma o abstrato no concreto, o impossível no desejável e o sonho em realidade. Sendo assim muitos são os que se aventuram em busca do seu Eldorado pessoal, movidos pela visão empreendedora, ousadia e arrojo, conseguem transformar um sonho em realidade.

Há dezoito anos o paisagista amazonense Willis Silva, quarenta e sete anos, não precisou se fixar no interior do Amazonas para encontrar o seu Eldorado. Durante esse tempo vem cultivando Orquídeas amazônicas raras em sua chácara de sessenta e oito mil metros situada nos arredores de Manaus / AM.




De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – Inpa, o Orquidário que reúne vinte mil mudas é o maior do estado. Segundo Willys, há raridades que já lhe renderam oitenta mil dólares por uma única muda. As Orquídeas são vendidas no Brasil e também a colecionadores do Canadá, Estados Unidos, Europa, Japão e China.





Para coletar as matrizes, Willys se embrenha na selva e chega a fazer rappel para encontrar as mudas em copas de árvores de até quarenta metros de altura.
As Orquídeas dão lucro, mas ele é bem empregado nas minhas expedições pela Amazônia brasileira, peruana e venezuelana
.



Banco Genético – O banco genético das Orquídeas do paisagista é usado pelo Inpa e pelo Centro de Biotecnologia da Amazônia – CBA, por cientistas com os quais o paisagista troca experiências.



Há alguns anos começou a usar uma farinha de casa de cupim triturada com carvão, rica em fósforo e potássio, desenvolvida pelo Inpa, que acelera o crescimento das mudas para três anos (antes eram oito).



Um de seus maiores orgulhos é ter os últimos exemplares da Catelan Trianni, que coletou há cinco anos da selva amazônica colombiana.
Por causa da guerrilha, esta Orquídea está em extinção e não conheço quem tenha outros exemplares
, diz Willys, que tem seis mudas dessa variedade.
A paciência do cultivador de Orquídeas é conhecida: o tempo mínimo entre uma florada e outra é de um ano, chegando a cinco anos em alguns casos. As Cattleyas amazônicas das variedades violácea, laurenciana e albina são as mais raras. Cada exemplar pode custar até dez mil dólares.



Willys não deixa fotografar suas raridades do Orquidário.
Os Colecionadores que pagam milhares de dólares por um exemplar querem raridades, querem saber que só eles e no máximo outros quatro felizardos têm um exemplar igual ao deles
, relata.

Alguns espécimes das Orquídeas não estão dando flores no momento, como a rara Taka Chantieri, coletada na Amazônia peruana e a brasileira chifre-de-veado. Willys também cultiva plantas hibridas como a USA FM-4, de origem brasileira mas patenteada na Europa, e a Pleurothalis, a menor Orquídea do mundo. (Parte de informações extraídas do jornal O Estado de SP, 27/01/2007).

Rômulo Cavalcanti Braga é paisagista em Brasília
Contato: romulocbraga@uol.com

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