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BROMÉLIAS: O ENCANTAMENTO DAS NINFAS

Autor: Rômulo Cavalcanti Braga - Data: 28/06/2013
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Brotando em rochas áridas, ou desfrutando de sombra e água fresca em endereços requintados em condomínios de luxo, a Bromélia é uma heroína vegetal. Cheia de fibra, capaz de sobreviver à falta dágua e de economizar alimento, a família das Bromeliáceas, oferece uma engenhosa gama de respostas evolutivas e adaptativas ao meio ambiente.


T. Aeranthus

Basta uma brusca mudança do ambiente para que o mecanismo de auto preservação da planta provoque a floração precoce em um exemplar semi adulto. A planta sente-se ameaçada e o seu instinto de preservação desencadeia a floração com a finalidade de gerar sementes e brotos laterais, assegurando assim a sobrevivência da espécie totalmente adaptada ao novo ambiente. Num mundo onde as selvas tropicais e subtropicais há um abarrotamento de plantas competindo entre si, agressivamente centímetro a centímetro por água, luz e nutrientes.
Toda planta que pode sobreviver em locais onde nenhuma outra cresce, tem uma grande vantagem. Sobrevivendo em locais inóspitos, uma planta elimina o problema de vizinhos agressivos e competitivos. Destas plantas que criam um meio de sobrevivência, onde nenhuma outra consegue, as Bromélias estão entre as mais avançadas.
Na verdade, as Tillandsias (pertencentes a subfamília das Bromeliáceas) são freqüentemente chamadas de "plantas do ar" por causa de sua capacidade de sobreviver sem solo, raízes ou água.


T unioides

Elas sobrevivem pelo apego às rochas, árvores e até mesmo - pasmem - entre os espinhos pontiagudos dos Cactos nos desertos, elas captam a água da chuva e / ou gotículas do orvalho e poeira para se abastecer de toda umidade e nutrientes que necessitam e que nunca conseguiriam receber por vias normais dentro das selvas.
No Brasil, esse tronco botânico é encontrado desde a floresta Amazônica até os pampas gaúchos.
Das cerca de três mil espécies existentes nas Américas, mil e duzentas são endêmicas ou típicas apenas do território brasileiro.

Botânicos classificam estas notáveis sobreviventes como Bromélias epífitas.


T. Stricta

Uma epífita é qualquer planta que não vive no solo, mas sobrevive pelo apego a uma outra planta. Epífitas no entanto, não devem ser confundidas com parasitas, porque enquanto um parasita obtém nutrientes de seu hospedeiro, uma epífita trata o mesmo como nada mais do que uma plataforma de pouso e ancoragem.
Não prejudicam a planta hospedeira de nenhuma forma. Para efeito de apoio e / ou ancoragem, as Tillandsias produzem algumas raízes semelhantes a arames, que são capazes de se fixar em qualquer superfície. Embora sendo muito eficazes no apoio às plantas, estas raízes não desempenham nenhum papel na obtenção de umidade ou nutrientes.
Na natureza, uma grande variedade de plantas servem de abrigo ao mundo animal. Entretanto, poucas chegam a hospedar uma fauna tão variada e abundante como as Bromélias.
A importância ecológica das famílias são marcantes nos ambientes em que ocorrem, pois muitas espécies ampliam a biodiversidade através dos tanques (fitotelmatas), que funcionam como verdadeiros reservatórios onde se acumulam as águas das chuvas, que por sua vez, são utilizadas por uma vasta gama de seres vivos. A planta transforma-se assim num diminuto oásis.
A Bromélia dá de beber aos pássaros, macacos, batráquios e pequenos roedores, que ali saciam a sede.

Muitos nascem e morrem na copa das árvores sem nunca ter posto os pés na terra firme, pois as Bromélias lhes dão as provisões necessárias as suas sobrevivências.
Como Ninfas Gregas, elas estão presentes em todos biomas brasileiros. Algumas espécies de Bromélias se instalam no alto de árvores e só se reproduzem com a ajuda de animais que cumprem as funções de transferir pólen para outras flores e sementes para locais onde possam germinar, como Beija-Flores, Abelhas, Morcegos e outros insetos.
Essa interdependência entre Bromélias e outros habitantes dos ecossistemas faz com que elas sejam peças chave da biodiversidade e denunciem os primeiros indícios de deterioração dos biomas.
Elas servem como bioindicadoras para contar a historia da conservação dos biomas. O bioma é conceituado no mapa como um conjunto de vida (flora e fauna) constituído pelo agrupamento de tipos de vegetação contíguos e identificáveis em escala regional, com condições geoclimáticas similares e história compartilhada de mudanças, o que resulta em diversidade biológica própria.
Dentre os inúmeros biomas brasileiros podemos destacar e descrever os que se seguem:

Floresta Amazônica:




Estende-se além do território nacional, com chuvas freqüentes e abundantes. Apresenta flora exuberante, com espécies endêmicas, e é habitada por inúmeras espécies de animais, alguns raros e exóticos. Para se ter uma idéia da riqueza da biodiversidade desse ecossistema, ele apresenta até o momento um milhão e quinhentas mil espécies de vegetais já identificadas por cientistas.


Fonte: Mata de cocais - WWW.fcocaisfaraucarias.blogspot.com

Mata de Cocais:

A Mata de Cocais situa-se entre a Floresta Amazônica e a Caatinga. São as matas formadas por carnaúba, babaçu, buriti e outras palmáceas. Vários tipos de animais habitam esse bioma, como a araracanga e o macaco cuxiú.

Pantanal Mato-Grossense:


Fonte Pantanal - mochileirostur.com.br

O Pantanal está localizado na região Centro-Oeste brasileira e engloba parte dos estados do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. A área é a maior planície alagável do planeta, com espantosos indicies de biodiversidade animal.
Sofre a influência de diversos ecossistemas, como o Cerrado, a Floresta Amazônica, a Mata Atlântica, assim como os ciclos de seca e cheia, e de temperaturas elevadas.

Caatinga:




A Caatinga localiza-se na maior parte da região Nordeste. No longo período da seca, a vegetação perde as folhas e fica esbranquiçada. Esse fato originou o no Caatinga, que na linguagem Tupi, significa mata branca. Os cactos, como Mandacaru, o Xique-Xique, as Dyckias, e outras plantas como o Umbuzeiro, a Jurema e outras, de grande importância para sobrevivência da fauna e do próprio homem.

Restinga:


Restinga: conexaosocial.blogspot.com.br

A Restinga é típica do litoral brasileiro. Os seres que habitam esse ecossistema vivem em solo arenoso, rico em sais. Parte desse solo fica submerso pela maré alta. Como exemplo de plantas características da Restinga, posso citar: Gravatás e outras Bromélias, Cactos, Aroeirinha e outras.

Mata Atlântica:



A Mata Atlântica é um bioma presente na maior parte do território brasileiro, abrangendo ainda parte do território do Paraguai e da Argentina. As florestas atlânticas são ecossistemas que apresentam árvores perenes e que atingem de vinte a trinta metros de altura. Nela há uma grande diversidade de epífitas, como Bromélias e Orquídeas. Ela foi a segunda floresta tropical em ocorrência e importância na América do Sul, em especial no Brasil. Ela acompanhava toda linha do litoral brasileiro do Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte. Cobria importantes trechos de serras e escarpas do Planalto brasileiro, e era continua com a Floresta Amazônica. Em função do desmatamento, principalmente a partir do século XX, encontra-se hoje extremamente reduzida, sendo uma das florestas tropicais mais ameaçadas do globo. Apesar de reduzida a poucos fragmentos, na sua maioria descontínuos, a biodiversidade de seu ecossistema é um dos maiores do planeta.

Cerrado:


Árvore característica do cerrado

O Cerrado é um dos caldeirões ardentes para a conservação da biodiversidade do planeta. Historicamente a região é tomada pelas queimadas (espontâneas e / ou provocadas pelo homem) na época da seca, que vai de junho a setembro. O Cerrado possui a mais rica flora dentre as savanas do mundo. Algo em torno de sete mil espécies, com alto nível de endemismo. A riqueza de espécies de aves, peixes, répteis, anfíbios e insetos é igualmente grande, muito embora a riqueza de mamíferos seja relativamente tímida. As principais ameaças à biodiversidade do Cerrado são as queimadas, erosões dos solos, a degradação dos diversos tipos de vegetação presentes no bioma e a invasão biológica causada por gramíneas de origem africana. O uso do fogo para abertura de áreas virgens e também utilizado na intenção de estimular o rebrotamento das pastagens nativas também é prejudicial, muito embora o Cerrado seja um ecossistema adaptado ao fogo.

Temos entre os vários exemplares de Bromélias do Cerrado uma bem diferente de todas outras conhecidas. Essa variedade é azul com bolinhas roxas a noite, mudando de cor pela manhã, fica rosa com amarelo, de tarde laranja com vermelho e a noite volta a ser roxa com azul.

Você sabia que uma árvore pode formar um ecossistema?
Um ecossistema abriga um grupo de seres vivos interdependentes. A sobrevivência deles também depende de fatores físicos como a água e o solo. A luz solar e o solo são elementos inanimados, ou abióticos. Biota é o conjunto de seres vivos de um ecossistema.
Um bioma contém vários ecossistemas. Não crescem árvores em planaltos de grandes altitudes como na vegetação no topo da Cordilheira dos Andes, por exemplo; porque a temperatura é muito baixa. No mesmo ecossistema, os seres vivos estão interligados por meio da teia alimentar.
A Caatinga é um bioma exclusivo do Brasil. O Cerrado, bioma brasileiro, é sinônimo de savana. A ausência de predadores pode desequilibrar a sobrevivência de um ecossistema. Na vida dura dos desertos, os animais têm hábitos noturnos porque à noite as temperaturas são mais amenas.

Temos também o Bioma Pampa, do Sul do país.


mochileirostur.com.br

Sobre ele você pode ter informações aqui Bioma Pampa e Projeto Agropampa

contato: romulocbraga@uol.com.br
http://tillandsiasraras.blogspot.com.br/

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