O bambu já é um "astro" em projetos de paisagismo, devido à sua beleza e versatilidade. Hoje, no entanto, já é considerado por muitos como a madeira do futuro. A busca por alternativas sustentáveis tem uma vertente tecnológica e futurista, como o Projeto Vênus ou Agricultura urbana: Dragonfly e outras que aproveitam a experiência humana da antiguidade como Permacultura, sendo uma volta ao passado com o conhecimento de hoje. Na China e no Japão o bambu sempre foi usado nas construções há milênios. Hoje, verifica-se que este material pode ser uma bela alternativa em questão de custo e preservação das florestas. Arquitetos do mundo todo redescobriram o bambu e passaram a usá-lo em modernas obras públicas.
O bambu é uma planta muito resistente e tudo nela é aproveitado, com a raíz é possível usar como proteção contra erosão, pode-se ultilizar as folhas como um fôrro , a semente pode ser ultilizada como alimento, na fabricação desde papel até tábuas, produzir móveis, peças de artesanato, com a polpa se obtéma celulose e o álcool, é possivel até fazer instrumentos musicais, e também produzir remédios.
Na América Latina o Brasil possui a maior biodiversidade de bambu, com mais de 140 espécies registradas. O pais que mais se destaca pelo investimento em bambú é a Colômbia. Pesquisador desse recurso há cerca de 30 anos, o professor Khosrow Ghavami, do Departamento de Engenharia Civil da PUC-RJ, não tem duvidas sobre seu potencial. Ele diz que das 14 espécies que estudou, três delas, em especial, tem mais de 10 cm de diâmetro e são excelentes para a construção: O guadua (Guadua angustifolia), ao bambu-gigante Dendrocalamus giganteus e ao bambu-mossô (Phyllostachys pubescens). Todos são encontrados no Brasil, onde existem grandes florestas inexploradas de várias espécies. No Acre, por exemplo, os bambuzais cobrem 38% do estado.
Projeto de S. Velez - Venezuela
A aparente fragilidade do bambu é enganosa, sua resistência surpreende, além do crescimento é rápido, em três anos está pronto para o corte. Se tratado adequadamente, ele apresenta durabilidade superior a 25 anos, equivalente a do eucalipto, por exemplo. Existem tratamentos químicos para remover pragas como brocas e carunchos (cupins não se interessam pelo bambu). Além do autoclave, outro procedimento comum chama-se boucherie, em que a seiva e substituída por um composto formado de cloro, bromo e boro. Submergir as varas em água durante 20 dias também produz bons resultados, afirmam os pesquisadores.
Estacionamento na Alemanha
Alguns projetos pelo mundo mostram o potencial do bambu como : Em Leipzig, na Alemanha, a fachada do novo estacionamento do zoológico municipal foi construída com varas de bambu presas em cintas de aço. Perto de Madri, na Espanha, o Aeroporto Internacional de Barajas surpreende os usuários com seu enorme forro, que torna leve o visual da estrutura de concreto e aço. Esta tendência na Europa se iniciou com a Expo 2000 em Hannover, onde o pavilhão colombiano, desenhado pelo arquiteto Simón Vélez, empregou essa matéria-prima.
Mirante Colombia
Residência colombiana - Projeto de S. Velez
Fontes:http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/casa/conteudo_234776.shtml http://65.254.59.226/~carpinte/?p=103
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