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Paisagismo e bambu: dupla perfeita

Autor: Tendência Verde Paisagismo - Data: 10/06/2012
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A magia do BAMBU, beleza, plasticidade e sustentabilidade

Bambu é o nome que dá a todas as plantas da sub-família Bambusoidae . Esta sub-família faz parte da família das gramíneas (Poaceae ou Gramínea), ou seja, é da mesma família que a grama, o trigo e o arroz.

No mundo existem mais de 1200 espécies espalhadas pela Ásia, Oceania, África e Américas. O único continente onde o bambu não ocorre naturalmente é o europeu. Depois da Ásia, a América do Sul é o continente com maior número de espécies nativas (cerca de 450). No Brasil já foram identificadas cerca de 200 espécies nativas de bambu, que ocorrem no norte e sul do país.

Os portugueses que vinham dos territórios coloniais da Ásia e, mais tarde, os imigrantes chineses e japoneses que vieram trabalhar no ciclo do café trouxeram muitas espécies asiáticas de bambu para o Brasil. É por este motivo que encontramos tantas moitas de bambus asiáticos em todo o país.



Alguns profissionais intitulam o bambu como a madeira do futuro, é uma planta misteriosa para os botânicos, pois geralmente não floresce todos os anos como a maioria das outras plantas. Quando uma moita ou bosque de bambu é plantado, os primeiros colmos a brotar são finos e frágeis. A cada ano o diâmetro dos novos brotos aumenta, pois a moita ou bosque tem mais nutrientes para distribuir entre os brotos.

Os rizomas de bambu produzem novos colmos e novos rizomas todos os anos através de propagação vegetativa, assegurando a continuação da moita ou bosque. Cada rizoma produz novos rizomas e colmos durante cerca de três anos. Cada colmo de bambu vive cerca de 12 anos, quando seca e apodrece.

O crescimento vertical do bambu se dá entre cada nó, nas paredes dos entrenós. O entrenó da base começa a se alongar, e quando está terminando seu alongamento o de cima começa e assim por diante. Os nós são compostos por um diafragma que isola o entrenó anterior do próximo.

Até dois anos, o bambu é considerado imaturo, ou verde, e seu material lenhoso ainda está bastante maleável (não-lignificado). É por esse motivo que o bambu, com essa idade, é utilizado para cestaria e outros usos onde é necessário curvar ou tramar o bambu.



O colmo do bambu adequado para uso em artesanato, movelaria e construção é aquele com mais de três anos, considerado maduro. Nessa idade o bambu está rígido o suficiente (lignificado) para ser utilizado em tarefas pesadas.

O bambu é um material estrutural composto de fibras vegetais, onde a lignina atua como aglomerante e a fibra como elemento de resistência. A razão entre o peso do bambu e a força que ele suporta é superior a do aço. Testes realizados em colmos de bambu demonstram que a resistência à tração do bambu é comparável à do aço, seguida pelas resistências à compressão e à flexão. Sobre sua forma, podemos dizer que o colmo do bambu tem forma tubular crônica segmentada, pois é normalmente oco com nós e diminui seu diâmetro da base até o topo, assim como a parede do colmo é mais grossa na base e diminui em direção ao topo.



A beleza do bambu ao natural ou processado tem aumentado muito a procura por esse material, especialmente para uso em arquitetura, decoração e paisagismo. É considerado um material de excelente qualidade devido suas características estruturais. A relação resistência/peso é mais vantajosa do que da madeira e ele admite maior flexão do que a maioria dos materiais. O bambu pode ser a matéria-prima de todas as partes de uma casa, inclusive nos projetos populares, ficando até 50% mais barato do que as convencionais. Uma casa que traz diversos benefícios ambientais, agregando alto valor tecnológico e em relação às construções populares construídas hoje em dia, o bambu apresenta um padrão de qualidade bem superior. O bambu é considerado um excelente isolante térmico e acústico. Mais recentemente, temos no Brasil o bambucreto, uma mistura de concreto e bambu usado em construções, tubos, pisos de alto padrão e resistência.

Desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações tendo como principais objetivos a qualidade em vez de quantidade, a redução do uso de matérias-primas e produtos e o aumento da reutilização e da reciclagem.

O crescimento da população mundial tem provocado fortes pressões no meio ambiente proporcionando um decréscimo na quantidade e na qualidade dos recursos florestais contribuindo desta forma, para o interesse de novos recursos vegetais como é o caso da utilização do bambu. Dessa forma o bambu foi redescoberto como recurso de baixo custo, renovável e não poluente.

Nesse contexto, em que o desenvolvimento sustentável não é mais uma opção, e sim uma necessidade, o bambu pode ser utilizado abundantemente e substituir muitos materiais na fabricação de vários produtos devido ao menor tempo de crescimento e ser um regenerador ambiental.



O bambu é considerado um seqüestrador de carbono atmosférico, sendo uma cultura predominantemente tropical, renovável e perene, ou seja, sem a necessidade de replantio de produção anual e de rápido crescimento o que o torna apto no desenvolvimento sustentável, pois protege o meio ambiente e é menos poluente. É uma planta robusta, que fabrica seus próprios componentes antibacterianos e se desenvolve muito bem sem pesticidas. Suas fibras porosas podem produzir tecidos que respiram e são tão macios como seda. Pode ser utilizado também como combustível e papel. Estudos recentes apontam que o álcool etanol pode ser retirado do bambu e que o carvão de bambu é de excelente qualidade. No caso do papel de bambu, pode-se afirmar que tem a mesma qualidade que o papel de madeira. O Brasil é o único país das Américas a ter uma indústria de papel de bambu no Estado do Maranhão.

Naturalmente, o bambu é uma planta com características auto-sustentáveis, sendo capaz de regenerar após o corte, podendo viver até cem anos e, sendo feito o tratamento adequado, pode se tornar um material durável por muitas gerações. Uma matéria prima renovável, de baixo custo, com diversas possibilidades de uso, o bambu cada vez mais vem sendo utilizado na conservação ambiental.

A versatilidade, possibilidades, estratégias e soluções convencionais em diversos segmentos que o bambu tem criado em todo o mundo, tornam-se fatores de integração social que não agridem o meio ambiente, consolidando cada vez mais a sua capacidade de reduzir as desigualdades sociais. As características do bambu enquanto planta, suas notáveis propriedades como material e suas atuais aplicações no mundo indicam uma gama de utilização com potencial para atender um desenvolvimento que proporcione maior equidade social, melhoria ao meio ambiente, aumento da qualidade de vida e geração de renda. Sendo assim conclui-se que o uso do bambu pode ser bastante eficaz no desenvolvimento sustentável.
Alguns produtos do que se pode fazer com o bambu:

Painéis de bambu; Revestimentos de bambu; pergolados de bambu; gazebos de bambu; bancos, cadeiras, chaizes, camas, mesas, poltronas, estantes; tocha de bambu; cercas e biombos de bambu; fontes de bambu; estruturas de bambu;

Quando se tem a idéia do que fazer com o bambu o profissional que trabalha com ele diz se é possível realizar ou não tal feito. Basta ter a idéia.

http://www.trilhaverdepaisagismo.com.br
contato@trilhaverdepaisagismo.com.br

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