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Meio ambiente: Vencedores do Prêmio Ambiental Goldman 2017 - O Nobel Verde

Autor: Regina Motta - Data: 02/05/2017
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O que eles fizeram? Cada um tem uma belíssima história de luta pelo bem comum, pela proteção ambiental.

Um trabalhou de maneira encoberta para expor a corrupção, outro, apesar dos risco pessoal, lutou por seus direitos e os direitos de sua comunidade. Todos, afinal, levantaram a sua voz ou realizaram ações contundentes para proteger o planeta. A persistência e tenacidade destes heróis anônimos os levaram a ganhar o prêmio de 2017.

Os Prêmios Goldman, que reconhecem anualmente o trabalho de ativistas meio ambientais nas distintas regiões do mundo, foram criados em 1989 e estão dotados com US$ 175 mil.

Os ganhadores se dividem por regiões: África, Ásia, Europa, Ilhas e nações insulares e América


Uros Macerl (Eslovenia)
Prêmio Ambiental Goldman 2017

Agricultor orgânico e presidente de um grupo ecologista, durante mais de 10 anos lutou contra a Lafarge, uma das maiores companhias cimenteiras do planeta.

Agricultor orgánico y presidente de un grupo ecologista, durante más de 10 años luchó contra Lafarge, una de las compañías cementeras más grandes del planeta. A empresa operava por mais de 130 anos em Trbovlie, na Eslovenia e seu legado de poluição era terrível para a população local. Depois de muitos protestos e lutas, envolvendo toda a comunidade, em 2015 a empresa saiu da cidade.


Prafulla Samantara (India)
Prêmio Ambiental Goldman 2017

Durante mais de uma década, Samantara defendeu sua comunidade dos efeitos contaminantes da bauxita.

No estado de Odisha, Índia, vive um povo indígena há 8000 anos. Esta população habita as colinas de Niyamgiri, uma região florestal rica em biodiversidade. Durante muitos anos a aldeia esteve contra a Companhia Odisha State Mining que explorava o mineral bauxita. Por mais de 12 anos Samantara lutou pelos direitos da comunidade. Conseguiu que a Corte Suprema detivesse o desenvolvimento da mina.


População Dougria na India


Mark López (Estados Unidos)
Foto: Goldman Environmental Prize


Nascido em uma família de ativistas, protegeu seus vizinhos dos efeitos contaminantes de uma empresa de baterias. Ele persuadiu o estado da California de aprovar a soma de 176 milhões para a recuperação e limpeza dos lugares afetados pela companhia que havia elevado os níveis de emissões de contaminantes como arsênico .


Rodrigo Tot (Guatemala)
Foto: Goldman Environmental Prize

Tot enfrentou uma companhia mineradora que buscava remover as comunidades indígenas. Em Fenix, uma companhia mineira desalojou as populações indígenas de seu território para explorar níquel.
Para comprovar que a comunidade tinha direitos legais sobre o seu território, este líder indígena passou anos reunindo evidências sobre o direito de propriedade dos habitantes.

Com base em suas informações o Tribunal Constitucional da Guatemala ordenou ao governo que emitisse os títulos de propriedade para a população de Água Caliente em 2011.

Ainda existe resistência por parte da empresa em aceitar a decisão. A luta ainda continua.


Rodrigue Mugaruka Katembo (República Democrática del Congo)
Foto: Goldman Environmental Prize

Mugaruba não só freiou uma importante empresa petrolífera como também filmou um documentário que estreou no Netflix.

A Soco Internacional, uma companhia petrolífera britânica tinha um contrato com o Congo, desde 2010, para explorar petróleo em uma área que se estende até o Parque Nacional Virunga, o mais antigo da África e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

A companhia ofereceu dinheiro ao guarda do para que Mugaruba para que deixasse passar por Virunga os veículos da empresa, com o propósito de estabelecer uma base de exploração de petróleo perto do rio.

Diante desta situação, Mugaruba, junto com o diretor do parque, decidiu examinar as transações da companhia e conseguiu documentar evidências sobre a corrupção da companhia em seus contratos.
Além de obter imagens valiosas e criar um filme documental, a igreja da Inglaterra anunciou em 2016 que retiraria a sua participação de 1,8 milhões de dólares na companhia. Esta, meses depois, renunciou a sua licença de exploração de petróleo.


Parque Nacional Virunga, o mais antigo da África e Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.



Wendy Bowman (Australia)
Foto: Goldman Environmental Prize

Wendy Bowman combateu uma poderosa empresa mineira multinacional, impedindo-a de se apoderar de sua granja familiar e, ao mesmo tempo, protegendo a sua comunidade da contaminação e degradação ambiental.

A companhia havia afetado a quase dois terços de Hunter Valley em Nova Gales do Sul, Austrália, onde as concessionárias produzem 145 milhões de toneladas de carvão ao ano.

Isto originou que inumeráveis proprietários se mudaram sem poder protestar. Quem ficou tinha que conviver com o pó do carvão em suas casas, terras, cultivos e fontes de água. Isto afetava a saúde de todos.
O espírito de luta desta mulher octogenária, conseguiu reverter esta situação ambiental que afetava seu povo.


Mina na Austrália

Fonte: http://www.goldmanprize.org/blog/introducing-2017-goldman-prize-winners/

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